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Ovinocultura : Força da ovinocultura paranaense
Enviado por Délcio César Cordeiro Rocha em 22/10/2007 20:35:55 (1852 leituras) Notícias do mesmo autor

A ovinocultura é uma atividade em ascensão e já se tornou realidade de sucesso em praticamente todos os lugares do Brasil. No Paraná, o cenário não é diferente. Cada vez mais é comum encontrar criadores que ingressam na atividade com mentalidade profissional, que utilizam tecnologia, o que favorece a expansão de toda a cadeia nacional da ovinocultura.

É com esse perfil empreendedor que a Cabanha Rincão da Trindade, localizada em Guarapuava (PR), surgiu em 1998, naquela época com a criação de gado Caracu e caprinos. Pouco tempo depois, perceberam um nicho de potencial na ovinocultura e adquiriram rebanho inicial do Nordeste com 200 fêmeas Santa Inês divididas em provadas e outra parte sem registro.

A aposta na raça Santa Inês desde o início foi baseada na versatilidade, grande aptidão leiteira, alto índice de partos múltiplos, resistência à verminose, rusticidade, alto valor comercial da pelo e bom desenvolvimento reprodutivo, já que é um animal que praticamente cicia o ano todo. No começo foi difícil, principalmente na adaptação ao clima do Sul. Entretanto, com o passar dos anos, o número de animais aumentou com manejo bem feito e o inverno deixou de ser incômodo ao rebanho.

Dividida por módulos, a fazenda tem 1.500 cabeças e 178 hectares 40 destinados aos ovinos. A propriedade não faz estação de monta, possui vários lotes de fêmeas, utilizando os reprodutores de acordo com suas características para a cobertura de cada lote.

Com gerenciamento eletrônico informatizado por meio de planilhas, a seleção genética é feita a partir de critérios genótipos que avaliam histórico de vida, desempenho do animal, intervalo de parto, mortalidade, número de cordeiros nascidos e ganho de peso. A partir daí ele recebe pontuação que o qualifica e o diferencia do restante do rebanho. Outro item de seleção é o feriótipo, no qual são analisados tamanho, peso, aprumo o condição corporal dos animais. "Com a avaliação de genótipos e fenótipos fazemos o acasalamento para retirar os animais PO, futuros reprodutores, e os animais não classificados vão para o abate", destaca o zootecnista e gerente da fazenda, Marcelo Antoneili Guaragni,

O trabalho seletivo da porteira para dentro não pára por aí. Além de fabricar a própria ração, que leva o núcleo da Tortuga, a fazenda utiliza pastagens e rações direcionadas a cada categoria animal: fêmeas lactantes, fêmeas em gestação, animais desmamando, fêmeas secas, reprodutores, animais de elite e animais de abate.

A eficácia da nutrição do plantel de ovinos é garantida pela Tortuga, parceira recente do criatório, mas que já traz bons resultados. "Utilizamos os minerais orgânicos há um ano e obtivemos bons resultados Confiamos muito na empresa; não abro mão do serviço. Preso pela qualidade e pela confiança. A assistência técnica da Tortuga ajuda muito a otimizar o trabalho na fazenda", revela Guaragni.

Na questão sanitária, os animais são vacinados contra as principais doenças nocivas ao rebanho, de acordo com os riscos da região. Outro trabalho que envolve sanidade é o de avaliação dos ovos por grama de fezes (OPG), que detecta o grau de infecção e determina qual o tipo de parasita está atingindo o animal, facilitando a cura.

"Nosso objetivo é ter 2 mil matrizes de corte e 500 de genética nos próximos três anos. A ovinocultura é um mercado jovem, expressivo e em ascensão. Porém, a organização e a mentalidade profissional são de fundamental importância. Outro caminho a ser seguido é fugir da sazonalidade, ter escala de produção e padrão de qualidade", conclui o gerente da fazenda.
Fonte: Revista Tortuga

 
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