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Agronegócios : Exportações de frango sobem 52% apesar de dólar fraco e ração cara
Enviado por Délcio César Cordeiro Rocha em 10/10/2007 8:01:33 (368 leituras) Notícias do mesmo autor

As entradas por exportação de carne de frango aumentaram 52% em setembro, totalizando US$ 386 milhões, em meio a uma alta mundial dos preços deste produto, do milho e da soja, informou nesta terça, dia 9, a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frango (Abef).

Em volume, as vendas foram de 242 mil toneladas, um aumento de 15% sobre o mesmo mês de 2006, registra o relatório mensal da Abef. Mas, se comparado com agosto, houve redução de 20% nos volumes embarcados e de 18% na receita gerada.
A entidade atribuiu a desaceleração ao impacto da greve de fiscais agropecuários entre 28 de agosto e 25 de setembro. Entre janeiro e setembro, os embarques chegaram a 2,4 milhões de toneladas, 22% a mais que os do mesmo período de 2006. As entradas por exportações subiram para US$ 3,4 bilhões.
A Abef atribuiu este aumento a uma maior demanda do consumo de carne de aves no mundo, especialmente na Europa, além do aumento do preço da carne bovina e dos focos da doença da "orelha azul" na China, presente em suínos. No entanto, os empresários do setor se queixam da redução na rentabilidade de seu negócio devido ao dólar baixo, enquanto crescem as pressões de custos por altas nos preços do milho e da soja usados nos alimentos concentrados das aves.
O relatório destaca que o preço médio de exportação da carne de frango subiu 22%, de US$ 1,26 por quilo em janeiro para US$ 1,55 em setembro.
Enquanto isso, o preço do milho acumula alta de 86% entre setembro de 2006 e setembro de 2007 na Bolsa de Chicago e de 40% no Brasil. No mesmo período, o preço da soja subiu 82% em Chicago e 41% no Brasil. Na produção de frango, 70% dos custos provêm do alimento. Já o custo da ração corresponde em 60% ao milho e em 25% à soja, segundo a Abef.
As estatísticas das exportações incluem vendas de cortes de frango, aves inteiras e carne industrializada e salgada. Este ano, a União Européia (UE) foi um dos principais destinos das exportações, com volume de 402 mil toneladas (alta de 40%) e faturamento de US$ 900 milhões (aumento de 75%). Os países do Oriente Médio compraram 718 mil toneladas, no valor de US$ 924 milhões (aumento de 70%). Para a América do Sul, os exportadores enviaram 129 mil toneladas entre janeiro e setembro por US$ 156 milhões (aumento de 26%).

Fonte: EFE

 
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