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Internacional : Desemprego nos EUA chega ao nível mais alto em mais de um ano
Enviado por Délcio César Cordeiro Rocha em 8/10/2007 8:30:09 (346 leituras) Notícias do mesmo autor

A taxa de desemprego nos Estados Unidos subiu 1 décimo em setembro, a 4,7%, o nível mais alto desde julho de 2006, informou nesta sexta, dia 5, o Departamento de Trabalho. A taxa aumentou apesar da criação de 110 mil novos postos de trabalho no mês passado, o que poderia ser explicado pela entrada de centenas de milhares de americanos no mercado de trabalho.

Os números divulgados nesta sexta pelo Departamento de Trabalho revelam que a principal economia mundial criou 89 mil novos postos de trabalho em agosto, muito acima da perda líquida de 4 mil postos estimada inicialmente.
O Governo também revisou em alta os números de julho, mês no qual foram criados 93 mil novos postos, e não 68 mil, como havia sido calculado antes. Setembro foi o mês em que a economia mais gerou postos de trabalho desde maio. O dado superou as previsões dos analistas, que esperavam 100 mil novos empregos.
A taxa de desemprego, no entanto, seguiu as expectativas dos analistas, que esperam um aumento do índice a 5% até o fim do ano, um dado relativamente baixo do ponto de vista histórico.
Os dados publicados nesta sexta sugerem, na opinião dos observadores, que a pior crise imobiliária dos últimos 16 anos freou, mas não fez descarrilar a locomotiva econômica americana.
De qualquer modo, a situação fez crescer a incerteza sobre o futuro da economia. Este temor fez o Federal Reserve (Fed, banco central americano) reduzir a taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual no mês passado. A primeira redução da taxa em mais de quatro anos deixou o índice em 4,75%. Tanto o Governo como os analistas confiam que a redução das taxas de juros irá estimular os consumidores a comprarem e encorajar o investimento empresarial, o que dará ânimo à atividade econômica.
Os EUA cresceram 3,8% no segundo trimestre do ano, mas as projeções indicam que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) entre julho e setembro ficará em 2,4%. Os mais pessimistas prevêem que o crescimento será ainda menor no final do ano.
O presidente dos EUA, George W. Bush, afirmou nesta sexta que os dados recém-publicados mostram que a economia do país é "vibrante e sólida". Entretanto, a maioria dos americanos dá pouco crédito ao presidente sobre o assunto. Uma pesquisa publicada na quinta-feira pelo instituto Ipsos mostra que apenas 34% dos americanos aprovam sua gestão da economia.
De acordo com esta pesquisa, a popularidade de Bush caiu para 31% em outubro, o nível mais baixo desde que assumiu o poder. Na apuração setorial, a indústria da construção foi uma das mais prejudicadas pela recente tempestade financeira, ao perder 14 mil postos de trabalho em setembro.
As fábricas americanas reduziram seus quadros de funcionários em 18 mil pessoas no mês passado, e o varejo perdeu pouco mais de 5 mil. O setor de serviços financeiros eliminou 14 mil postos de trabalho. No outro extremo ficou a indústria de serviços, com 44 mil novos postos em educação e saúde e 37 mil no setor governamental.
O salário médio por hora chegou a US$ 17,57, uma alta de 0,4% em relação a agosto. Os economistas tinham previsto um aumento de 0,3%. No último ano, os salários aumentaram 4,1%.

Fonte: EFE

 
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