A divisão de trabalho nas escolas brasileiras deveria seguir o modelo da Revolução Industrial, que promoveu um conjunto de mudanças tecnológicas com impacto no processo produtivo, iniciada no Século XVIII. O argumento é do economista Cláudio de Moura Castro, presidente do Conselho Consultivo da Faculdade Pitágoras, que participou hoje do seminário Ensino Médio Diversificado, na Câmara dos Deputados.
– Tivemos no Século 18 a Revolução Industrial com a divisão de trabalho e especialização de funções. Muitos educadores não descobriram isso. Eles acham que hoje o professor tem que fazer tudo, descobrir qual é o livro melhor, selecionar as leituras, os pontos mais importante, preparar a aula e fazer com que o aluno aprenda. Isso é demais para o professor – salienta Castro.
Para o organizador do seminário, o presidente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara, deputado Gastão Vieira, para se melhorar a educação é necessário aplicar ações simples, como um pouco de autonomia para as escolas, com recursos financeiros, professores comprometidos e bem apoiados.
Vieira também lembrou que, muitas vezes, a criança mal aprendeu a ler e escrever no período certo e já se pensa em equipar a escola com uma ferramenta como um computador, sem que ela tenha tido a base para usar essa tecnologia. Na opinião do deputado, as coisas podem ser paralelas: tanto se pensa em grandes projetos, como adota ações simples.
Fonte: AGÊNCIA BRASIL