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Agronegócios : Empresas e cooperativas se unem para exportar a carne de avestruz para a Europa
Enviado por Délcio César Cordeiro Rocha em 15/9/2007 10:44:30 (335 leituras) Notícias do mesmo autor

A Associação dos Criadores de Avestruzes do Brasil (ACAB) juntamente com a União Brasileira de Avicultura (UBA), estão articulando reuniões e promovendo a formação de um grupo de exportadores que almejam colocar a carne de avestruz na comunidade européia.

A primeira reunião ocorreu no dia 13 de julho e, o último encontro na semana passada, na sede da UBA, em São Paulo (SP). O mercado brasileiro é amplo, mas inercialmente, devido à falta de cultura do consumo da carne vermelha de uma ave, o mesmo não absorve sustentavelmente a atual produção brasileira.

O setor empresarial da estrutiocultura está coeso e as ações que se desenham nos bastidores políticos são muito favoráveis e, sinalizam fortes investimentos para escoamento da produção rumo ao mercado comum europeu.

Segundo a ACAB, foram geradas 430 toneldas de carne de avestruz no ano passado e a expectativa é que esta produção dobre em 2007. "Acreditamos que devemos exportar entre 50 a 60% de nossa produção, buscando um equilíbrio na oferta/procura de nossa cadeia produtiva no Brasil. O principal player do mercado mundial, a África do Sul, chega a exportar 90% de sua produção para a Europa. Afinal, chegou o momento em que todos perceberam que eles, os sul-africanos, são os nossos verdadeiros concorrentes e, apenas unidos os empresários do setor estrutiocultor brasileiro terão chances de iniciar um processo de diminuição deste "monopólio branco" do agronegócio mundial do avestruz", afirma Luis Robson Muniz, presidente da ACAB.

SITUAÇÃO BRASILEIRA

Dentro dos Estados que na visão da comunidade européia podem exportar carne de avestruz (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul), há 5 plantas frigoríficas habilitadas para exportação: no Rio Grande do Sul a empresa Stetruz processa junto ao Frigorífico Caxias (Farroupilha - RS); no Mato Grosso do Sul a Piveta Assunção utiliza o Frigorífico Margen (Coxim - MS).

Em São Paulo a Fazenda Santa Marta é parceira do Frigorífico Bon Mart (Presidente Prudente - SP), a Cooperavestruz está unida ao Frigoestrela (Tupã - SP), que estão sendo adaptados para o abate de avestruzes, sendo que já são habilitados para exportar bovinos para União Européia e o frigorífico Avestro ( Araçatuba - SP). Este último, é específico para o processamento de avestruzes e já opera pioneiramente desde 2001. Em abril deste ano, recebeu visita do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal de São Paulo a pedido da ACAB e. obteve parecer favorável à exportação para Europa.

No Brasil, há ainda frigoríficos que não estão atualmente dentro destes Estados, mas que podem exportar para a Europa, em um total de três plantas frigoríficas: Maranata, em Bela Vista de Goiás (GO); Aravestruz, em Sobral (CE); e o Avestrinno, em Propriá (SE). Todas estas plantas são habilitadas para exportação lista geral, sendo que a ACAB iniciará um processo junto ao Departamento de Defesa Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), visando a aplicação do conceito de compartimentalização sanitária, onde o complexo industrial e a cadeia produtiva que está satélite ao mesmo (criatórios, fábricas de ração e incubatórios), estão dentro de um circuito sanitário fiscalizado e monitorado pelo MAPA e, podem exportar desde que o país de destino reconheça esta sistematização sanitária, independente do status sanitário internacional do Estado.

A ACAB recentemente, vem mantendo contato em Bruxelas (Bélgica) com o secretário da Missão do Brasil para a União Européia, o sr. Otavio Briones, buscando esclarecimentos para agilizar o processo de exportação para a Europa. As primeiras impressões desta iniciativa da ACAB mostram que o caminho que está sendo feito no Brasil é correto e consistente, com a expectativa de que o setor estrutiocultor brasileiro esteja exportando para Europa no começo de 2008.

 
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