Setor espera alcançar 344 mil toneladas e movimentar US$592 bilhões. As exportações catarinenses de carne suína devem dobrar a partir de 2008, segundo o presidente da Coopercentral Aurora, Mário Lanznaster. Isso significa que, se em 2005 foram 172 mil toneladas e US$ 296 milhões, em 2008 poderão ser 344 mil toneladas e US$ 592 bilhões.
Lanznaster disse que, além de países da União Européia, o certificado de zona livre de aftosa sem vacinação abre possibilidade de vender para o Japão, Coréia do Sul, México e Chile.
O presidente da Companhia Integrada para o Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Hamilton Farias, disse que representantes da OIE estiveram em Santa Catarina nos dias 14 e 15 de fevereiro, onde informaram que somente a Itália importa 700 mil toneladas de carne suína, de países europeus e Estados Unidos.
A Europa é ao mesmo tempo exportadora e importadora de carne suína. Farias disse que a Europa pretende diminuir a criação de suínos, por problemas ambientais e limitação de milho, que deve ser usado na fabricação de etanol.
Nos Estados Unidos boa parte da produção de milho também será utilizada na fabricação de biocombustível. Com isso abre espaço cada vez mais para as carnes catarinenses.
Para o presidente do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados, Paulo Ernani de Oliveira, as vendas a longo prazo podem até triplicar ou quadruplicar.
Só que ele afirmou que o processo não é imediato, pois são necessários investimentos em melhorias nas indústrias e propriedades. Investimentos de R$ 300 milhões. Ele projeta investimentos de R$ 300 milhões nas indústrias catarinenses.
Fonte: Diário Catarinense