Pela primeira vez, após o embargo da exportação catarinense de carne suína, técnicos da Rússia visitam Santa Catarina. Eles chegaram nesta terça-feira e ficam até quarta-feira no Estado com a missão de avaliar o serviço veterinário oficial do governo.
A estadia dos 12 inspetores russos inclui desde a vistoria nas 69 barreiras sanitárias que fazem divisa com os Estados vizinhos à visitas nos estabelecimentos habilitados para exportação.
Com o corte, nos últimos 20 meses, o Estado deixou de receber 660 milhões de dólares da Rússia que há dois anos era a responsável por 70% da exportação da carne catarinense. Segundo o Ministério da Agricultura, isoladamente, a Rússia é o principal comprador de carne do Brasil.
As autoridades catarinenses saíram otimistas do encontro. De acordo com o secretário de Estado da Agricultura, Antonio Ceron, a expectativa é de reabrir o mercado catarinense de exportação da carne suína para a Rússia.
A suspensão teve início em dezembro de 2005, depois de detectado focos de febre aftosa no Paraná. Santa Catarina deixou de exportar por ser Estado vizinho ao diagnosticado com a doença.
Em maio desde ano, Santa Catarina ganhou a certificação da Organização Mundial da Saúde (OMS), como único Estado brasileiro com zona livre de febre aftosa sem vacinação, o que significa alto grau de erradicação da doença.
De acordo com o secretário Nacional de Defesa Agropecuária, Inácio Kroetz, a missão russa trouxe ao Brasil 15 técnicos que se dividiram em cinco grupos. Além de Santa Catarina, a missão deve passar por Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pernambuco, e Ceará.
Por: Ariadne Niero
Fonte: Diário Catarinense