A Organização para a Agricultura e a Alimentação da ONU (FAO) qualificou hoje de "alarmante" o ritmo de desaparecimento de raças de animais de fazenda, e pediu à comunidade internacional que adote um plano de ação mundial para melhorar a gestão dos recursos genéticos.
O subdiretor-geral da organização, Alexander Müller, advertiu que "a mudança climática e a emergência de doenças contagiosas aumentam a necessidade de se adaptar os sistemas de produção agrícola".
Em seu discurso, realizado perante 300 cientistas, legisladores e criadores de gado reunidos na primeira Conferência Técnica Internacional sobre Recursos Genéticos Animais, realizada na cidade suíça de Interlaken, Müller assinalou que "uma melhora na gestão dos recursos zoogenéticos nunca foi tão crucial como agora".
Por este motivo, os especialistas pedem a criação de bancos de esperma e de óvulos para preservar a diversidade genética dos animais de fazenda no mundo todo.
Segundo o relatório intitulado "O Estado dos recursos genéticos animais no mundo", elaborado recentemente pela FAO, e que constitui o primeiro inventário de animais de fazenda do planeta, pelo menos uma raça doméstica desapareceu a cada mês durante os últimos sete anos.
Além disso, calcula-se que 20% das raças bovinas, suínas, equinas, avícolas e caprinas do mundo estão atualmente em risco de extinção.
Para frear esta alarmante tendência, Müller pediu à comunidade internacional que tome as medidas políticas e tecnológicas necessárias para assegurar a diversidade dessas raças.
"Os recursos zoogenéticos são especialmente importantes para manter o modo de existência da população dos países em desenvolvimento", alertou o subdiretor-geral da FAO.
Fonte: EFE