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Agronegócios : Certificação abre mercado japonês para suinocultores de Santa Catarina
Enviado por Délcio César Cordeiro Rocha em 23/5/2007 8:01:02 (911 leituras) Notícias do mesmo autor

Técnicos do ministério da Agricultura tentam agora derrubar embargo russo.Compradores japoneses desembarcam em Santa Catarina na segunda quinzena de outubro de olho na importação da carne suína catarinense. Essa é a primeira conseqüência da conquista do título de zona livre de aftosa sem vacinação.

O status foi confirmado nesta terça-feira pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), em Paris, mas o Ministério da Agricultura revela que as negociações com novos mercados estão adiantadas.

Horas depois de a OIE confirmar o novo status sanitário de Santa Catarina, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes apostava até na reabertura do mercado russo à carne suína catarinense. Os técnicos do ministério devem tentar derrubar o embargo, que já dura 18 meses.

A conquista de novos mercados, assim como a manutenção da certificação da OIE, no entanto, dependem de uma série de investimentos. Um dos projetos, em fase de implantação pelo Ministério da Agricultura, é a criação de uma "faixa de segurança" nas fronteiras entre Brasil, Paraguai, Argentina e Bolívia.

Com orçamento de R$ 80 milhões, a proposta implica no monitoramento de 15 quilômetros das fronteiras, no georeferenciamento das propriedades e no rastreamento do transporte dos animais.

Para garantir a credibilidade da vigilância sanitária nos demais Estados, há a intenção de realizar a vacinação assistida, em especial nos municípios de fronteira. A idéia é de um trabalho conjunto com os governos dos países vizinhos.

Santa Catarina também terá que investir em um programa de rastreabilidade dos rebanhos. Apesar de a adesão ser voluntária, o produtor depende da implantação dessas regras para poder exportar.

Serão colocadas à disposição dos compradores informações sobre os animais, desde o nascimento até o abate. O Ministério da Agricultura ainda deixou um alerta para o Estado: daqui para frente os cuidados com o trânsito de produtos de origem animal terão que ser intensificados.

Por: Rosane Felthaus
Fonte: Diário Catarinense

 
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