Técnicos do ministério da Agricultura tentam agora derrubar embargo russo.Compradores japoneses desembarcam em Santa Catarina na segunda quinzena de outubro de olho na importação da carne suína catarinense. Essa é a primeira conseqüência da conquista do título de zona livre de aftosa sem vacinação.
O status foi confirmado nesta terça-feira pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), em Paris, mas o Ministério da Agricultura revela que as negociações com novos mercados estão adiantadas.
Horas depois de a OIE confirmar o novo status sanitário de Santa Catarina, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes apostava até na reabertura do mercado russo à carne suína catarinense. Os técnicos do ministério devem tentar derrubar o embargo, que já dura 18 meses.
A conquista de novos mercados, assim como a manutenção da certificação da OIE, no entanto, dependem de uma série de investimentos. Um dos projetos, em fase de implantação pelo Ministério da Agricultura, é a criação de uma "faixa de segurança" nas fronteiras entre Brasil, Paraguai, Argentina e Bolívia.
Com orçamento de R$ 80 milhões, a proposta implica no monitoramento de 15 quilômetros das fronteiras, no georeferenciamento das propriedades e no rastreamento do transporte dos animais.
Para garantir a credibilidade da vigilância sanitária nos demais Estados, há a intenção de realizar a vacinação assistida, em especial nos municípios de fronteira. A idéia é de um trabalho conjunto com os governos dos países vizinhos.
Santa Catarina também terá que investir em um programa de rastreabilidade dos rebanhos. Apesar de a adesão ser voluntária, o produtor depende da implantação dessas regras para poder exportar.
Serão colocadas à disposição dos compradores informações sobre os animais, desde o nascimento até o abate. O Ministério da Agricultura ainda deixou um alerta para o Estado: daqui para frente os cuidados com o trânsito de produtos de origem animal terão que ser intensificados.
Por: Rosane Felthaus
Fonte: Diário Catarinense