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Aqüicultura : Produção científica em aqüicultura cresceu ao longo dos anos
Enviado por Délcio César Cordeiro Rocha em 3/9/2007 22:40:34 (1185 leituras) Notícias do mesmo autor

É o que afirma a pesquisadora em aqüicultura e professora da Unesp, Elisabeth Urbinati. Presidente da Sociedade Brasileira de Aqüicultura e Biologia Aquática (Aquabio) até o ano passado, Elisabeth é tida como uma das maiores especialistas em pesquisa em aqüicultura do país e esteve presente no 1º Congresso Brasileiro de Produção de Peixes Nativos de Água Doce e 1º Encontro de Piscicultores de Mato Grosso do Sul, que acontece, em Dourados-MS, na Embrapa Agropecuária Oeste.


“Em 2006, o país subiu duas posições no ranking dos 30 países com melhor produção científica (maior número de artigos científicos publicados). As áreas que mais cresceram entre 2001 e 2006 foram produção animal, 58% e ecologia e meio ambiente, 40%”, esclarece Urbinati.

Ela apresentou aos participantes um panorama da pesquisa em aqüicultura no Brasil e sugere que “precisamos saber como a aqüicultura se comporta neste contexto, para por meio de um diagnostico orientar ações e políticas de universidades e setor publico”.

De acordo com ela, as principais agências de fomento que apóiam pesquisa no Brasil são “CNPq (MCT), CAPES (MEC), FINEP (MCT), SEAP (PR), fundações estaduais e privadas. São órgãos que reconhecem a aqüicultura como área de pesquisa”.

A professora apresentou dados do CNPq que servem de base para análises interessantes. Há 547 grupos de pesquisa que consideram seus estudos com impactos no setor de atividade de pesca, aqüicultura e maricultura. Desses, 166, têm como área predominante os recursos pesqueiros e engenharia de pesca no país.

“A constituição de um grupo de pesquisa envolve a definição da atuação do mesmo em grande área (ciências agrárias), área predominante (recursos pesqueiros e engenharia de pesca), linhas de pesquisa (aqüicultura), especialidade (piscicultura) e setor de atividade (pesca, aqüicultura e maricultura)”, explica a professora da Unesp e participante do comitê de recursos pesqueiros e aqüicultura do CNPq.

Dos 166 grupos, a região sudeste é ponto de 59 deles e a sul, 42. Do total, 547, a majoritariedade do sudeste permanece, são 235 equipes espalhadas pelos estados de Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Esses três últimos abrigam 51, das 122 instituições, entre universidades, centros e fundações que desenvolvem pesquisas voltadas à aqüicultura.

“A região Centro-Oeste está entre as regiões com menores grupos de pesquisa, 7, dos 166; e 31, dos 547 e os estados que a representam abrigam dez instituições de pesquisa direcionadas para esta área. Em vista do potencial que a região tem isso é muito pouco. Por exemplo, na região não há um bolsista de produtividade em pesquisa do CNPq com demanda na atividade”, alerta Elisabeth Urbinati.

Congresso - com promoção da Aquabio, da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República (Seap/PR) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e realização da Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados-MS) e Embrapa Pantanal (Corumbá-MS), o Congresso e o Encontro têm a parceria e o apoio de diversas instituições, entre universidades, associações, empresas privadas, cooperativas e governos municipal, estadual e federal.

Fonte: Embrapa Agropecuária Oeste

 
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