Enquanto operários correm contra o relógio para deixar o Parque de Exposições Assis Brasil (Esteio) em dia até sábado, quando começa a Expointer, o governo do Rio Grande do Sul faz ginástica para conseguir empatar despesas e receitas nesta edição. Hoje, o desembolso do Estado seria de R$ 1 milhão.
A diferença está sendo solicitada a órgãos governamentais interessados em investir em publicidade no evento, embora o negativo não seja considerado déficit devido ao retorno indireto com a mostra gerado, por exemplo, pelo aumento da arrecadação de ICMS com a venda de máquinas agrícolas. A esperança é de que até o final desta semana, Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Sul, Companhia Estadual de Energia Elétrica, Caixa/RS e Companhia Riograndense de Saneamento entrem com R$ 200 mil cada.
O maior problema deste ano foi a frustração da venda de cotas de patrocínio junto à iniciativa privada. Algumas das empresas procuradas queriam exclusividade no parque, o que tornou inviável a concretização da parceria. Dos R$ 2 milhões projetados, se confirmaram somente R$ 500 mil.
– Existe um esforço dentro do governo para que a iniciativa pública ajude a cobrir os gastos com a feira, mas, mesmo sem as cotas, estamos equilibrados – afirma o coordenador da Comissão Executiva da Expointer 2007, Antônio Alves.
O custo final da exposição é estimado entre R$ 5 milhões e R$ 6 milhões, mas ainda não foi fechado. Até agora foram desembolsados R$ 4,2 milhões e arrecadados R$ 3,2 milhões. O restante são de fontes e despesas em que não há circulação de dinheiro, feitas por meio de permutas e parcerias.
Fonte: Zero Hora