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Apicultura : Apicultores buscam qualidade
Enviado por Délcio César Cordeiro Rocha em 15/8/2007 8:56:48 (641 leituras) Notícias do mesmo autor

Buscar alternativas para o desenvolvimento da atividade apícola no Planalto Norte. Foi a partir dessa idéia que surgiu o projeto Mandaçaia, desenvolvido pela Associação de Apicultores do município de Campo Alegre (Apicampo). Em seis anos, a iniciativa expandiu, e, hoje, na região, existe uma rede formada por 13 entidades de 14 municípios, ligadas à atividade. São mais de mil apicultores.

Entre as inovações propostas pelo projeto está o mapeamento das colméias com a ajuda de satélite. A idéia foi apresentada em dois congressos internacionais de apicultura. Por meio da localização dos apiários é possível evitar a saturação das áreas de ação das abelhas. Cada abelha pode viajar até 1,5 quilômetro em busca de néctar. O grande desafio é aumentar a produtividade da região.
De acordo com o idealizador do projeto, o apicultor Leandro Simões, de Campo Alegre, o primeiro passo para o desenvolvimento da região apícola foi dado com a criação da rede. Graças à união, em São Bento do Sul será construído o entreposto para embalar e comercializar o mel produzido no Planalto Norte. A região produz, ao ano, 500 toneladas.
Um dos objetivos é incorporar o mel à merenda escolar. Se cada aluno da rede municipal dos 14 municípios comer dois sachês de 10 gramas por semana, anualmente serão consumidas 50 toneladas do produto.
Projeto prevê a construção de laboratório de genética
Como a iniciativa agora possui corpo regional, a seqüência do Mandaçaia fica por conta da Rede de Apicultores da Mata Atlântica (Rama). Todas as associações da região fazem parte da rede e definem as ações a serem executadas.
Além do entreposto em São Bento do Sul, os apicultores ainda prevêem a construção de um laboratório de genética em Itaiópolis, um viveiro em Porto União, uma escola para aprimoramento de técnicas de manejo em Mafra e um parque temático em Campo Alegre.
- A área para o parque temático já temos, e em Mafra, a criação da escola é uma reivindicação de 12 anos.
Tudo é feito pensando no aumento da produtividade. Segundo Simões, Santa Catarina já perdeu o posto de primeiro produtor de mel do Brasil. Hoje o líder é o Ceará. Para o apicultor, como os métodos de produção catarinense são baseados em modelos tradicionais, a maior parte artesanal, por muito tempo não se investiu em tecnologia.
No Ceará, como a produção de mel iniciou a pouco tempo, os apicultores já possuem técnicas mais avançadas. Enquanto que, em solo catarinense, a média é de 18 quilos de mel por colméia, no Nordeste chega a 50 quilos.
- Coletamos mel entre outubro e dezembro, e eles, dez meses por ano.
A diferença na produtividade está justamente no manejo das colméias. Para os próximos anos a meta é iniciar a coleta do mel no início de setembro, no pico da floração.
- Assim esperamos chegar a produzir até 25 quilos por colméia.
Por enquanto, Simões comemora a expectativa da safra deste ano, com o clima favorável.
- Tomara que não tenhamos uma geada tardia em setembro, como no ano passado.
Fonte: Agrol Notícias

 
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