Fazenda passou por quase um ano de testes e monitoramento. O secretário da Agricultura, João Carlos Machado, e o presidente da Emater-RS, Mário Ribas do Nascimento, entregam, nesta terça, às 14h, o primeiro certificado de Propriedade Livre de Brucelose e Tuberculose no Rio Grande do Sul. O ato acontece durante o Dia de Campo de Produção Leiteira promovido, durante todo o dia, pela Cooperativa Mista São Luiz (Coopermil), prefeitura de Giruá e Cabanha Potigo. A expectativa é reunir cerca de mil pessoas no evento.
O beneficiário da certificação inédita no Estado é o proprietário Egon João Kurtz, que possui aproximadamente 70 animais em 50 hectares de área, na localidade de Cândido Freire, em Giruá, na região das Missões. Conforme Machado, esta é mais uma prova que o Rio Grande do Sul preserva a sanidade dos seus rebanhos.
– Se é bom para o nosso produtor, por conseqüência, é bom para o consumidor e é bom para o Estado – afirma.
De acordo com o secretário, outras 13 propriedades que pediram o certificado estão sendo avaliadas.
– A entrega deste certificado para uma propriedade a menos de 200 Km da fronteira com a Argentina, reforça a confiança que temos na fiscalização da sanidade dos nossos animais – destaca.
Machado lembra que a região Noroeste possui a maior bacia leiteira do Estado.
– A chancela de uma fazenda nesta região é um forte indício de que viveremos momentos de expansão na produção leiteira gaúcha, especialmente com a instalação de novas fábricas – projeta o secretário.
A certificação
Depois de quase um ano de testes e monitoramento por técnicos da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a fazenda de Egon Kurtz, proprietário de gado holandês, receberá a chancela de sanidade. A avaliação seguiu as normas do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT).
A propriedade de Giruá, que aderiu voluntariamente ao programa, pediu a visita da equipe de veterinários especializados, que submeteram o rebanho a três testes, com intervalos de 120 dias (entre o primeiro e o segundo) e de 90 dias (entre o segundo e o terceiro). Os técnicos também avaliaram o enquadramento da propriedade das normas técnicas estabelecidas pelo programa. Depois da certificação, a avaliação passa a ser anual, mas o haverá controle sempre que forem adquiridos novos animais.
Marketing sanitário
Para o chefe da divisão de fiscalização e defesa sanitária da Secretaria da Agricultura, Fernando Groff, os proprietários só têm a ganhar com o certificado.
– Além de não ter perda no rebanho, existe a garantia de um produto ( carne e leite) qualificado. Isso influencia inclusive a venda das matrizes. É um ótimo marketing – destaca.
Fonte: Secretaria da Agricultura