A Rússia suspendeu as importações de carnes de dois frigoríficos gaúchos e outros nove no país. Os abatedouros do Rio Grande do Sul afetados foram o Riograndense, de Farroupilha, e o Três C, de Rio Pardo, que presta serviços ao Marfrig.
Ainda foram atingidos três plantas do Friboi (em Mato Grosso, Goiás e São Paulo), três do Minerva em São Paulo e uma em Goiás, uma do Frinorte (Tocantins) e uma do Intercoop em Mato Grosso.
A superintendência do Ministério da Agricultura no Rio Grande do Sul ainda não foi comunicada oficialmente do embargo. Desde quinta-feira uma missão russa inspeciona frigoríficos gaúchos. A programação conta com visitas às indústrias Alibem, de Farroupilha, Mercosul (plantas de Alegrete, Bagé e Capão do Leão) e Extremo Sul, em Capão do Leão.
O chefe do serviço de inspeção de produtos agropecuários do órgão, Marco Antônio Rodrigues dos Santos, lembra que há cerca de dois meses houve outra missão que incluiu visita ao Riograndense.
- Só o que chegou a nós até agora foi um documento em russo ainda não traduzido, mandado pela Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína e que citava o Riograndense, o que nos fez presumir o embargo - conta Santos.
Os motivos que levaram à ação russa também não foram explicados. O Friboi, maior frigorífico do país, distribuiu nota ontem informando que desconhecia as razões para a suspensão das compras de três unidades do grupo ou por quanto tempo a medida será mantida. Zero Hora tentou contato ontem à noite com o Três C e o Riograndense, mas as unidades já estavam fechadas.
A Rússia é principal comprador de carnes do Brasil. Ano passado, comprou 318,32 mil toneladas de carne in natura bovina do Brasil, ou 19,93% do total exportado em 2006. No caso de carnes suína, a participação foi ainda maior: 50,68% ou 267,69 mil toneladas. O diretor executivo do Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos do Rio Grande do Sul, Rogério Kerber, afirmou não temer embargos a frigoríficos de carnes suína.
Fonte: Zero Hora