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Agronegócios : Países emergentes mostram satisfação com propostas apresentadas na OMC
Enviado por Délcio César Cordeiro Rocha em 25/7/2007 10:04:26 (505 leituras) Notícias do mesmo autor

Os vinte principais países emergentes se mostraram hoje, no geral, satisfeitos com as propostas de negociações sobre agricultura e bens industriais apresentadas recentemente na Organização Mundial do Comércio (OMC), mas alertaram que as minutas contêm algumas lacunas que devem ser esclarecidas.

– É um bom ponto de partida para as posteriores negociações em setembro – afirmou hoje o G20, formado por Brasil, Índia e China, entre outros, através de um comunicado à imprensa.
Os presidentes dos dois grupos negociadores criados para avançar na eliminação de barreiras no comércio internacional de produtos agrícolas e industriais, o embaixador neozelandês Crawford Falconer e o canadense Don Stephenson, respectivamente, apresentaram em 17 de julho suas propostas para tentar retomar a estagnada Rodada do Desenvolvimento de Doha.
Nenhum país do G20 rejeitou os textos, por enquanto, mas muitos pediram esclarecimentos sobre algumas carências na minuta de agricultura, e expressaram dúvidas sobre o equilíbrio nas reduções dos direitos de alfândega nos produtos industriais.
Durante esta semana, os 151 membros da OMC realizam diversas reuniões em Genebra para avaliar a viabilidade das minutas e programar as negociações para setembro, quando serão retomados os trabalhos após a pausa de verão (hemisfério norte), com o objetivo de fechar com sucesso a rodada no final de 2007.
Os países emergentes insistiram também na necessidade de aplicar cortes reais às subvenções oferecidas pela União Européia e pelos Estados Unidos a seus respectivos setores agrícolas, que distorcem o mercado mundial.
Os EUA destacaram uma melhora da situação da rodada, graças ao impulso dos presidentes dos comitês negociadores, embora algumas propostas ainda sejam inaceitáveis para o gigante americano.
O negociador americano para agricultura, Joseph Glauber, se mostrou disposto a fazer concessões sobre as ajudas internas, mas considerou "fora de lugar" a proposta de Falconer.
Em sua minuta, o embaixador neozelandês afirma que os Estados Unidos devem reduzir seu apoio à produção interna sobre os produtos agrícolas até o máximo de US$ 13 bilhões a US$ 16,4 bilhões.

Fonte: EFE

 
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