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Governo e Política : Governo e agricultores não chegam a consenso em reunião sobre dívidas
Enviado por Délcio César Cordeiro Rocha em 24/7/2007 7:02:29 (272 leituras) Notícias do mesmo autor

Organizações representativas de pequenos agricultores e assentados da reforma agrária pediram nesta quarta a representantes dos Ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento Agrário a renegociação de dívidas adquiridas por meio de linhas de crédito como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Os números do débito da agricultura familiar, no entanto, não representam um consenso entre o governo e os movimentos do campo, e uma nova reunião foi marcada para discutir a questão na quinta-feira.
Os agricultores e assentados apontam, como causas do endividamento, a queda dos preços de produtos agrícolas como o feijão e o milho, a falta de projetos adequados às realidades regionais e as alterações no clima são responsáveis pela dívida de pequenos agricultores e assentados da reforma agrária em todo o país.
– Somente no ano passado foram três secas sucessivas nas Regiões Sul e Centro-Oeste e outros problemas no Nordeste. Neste momento, o Piauí, por exemplo, passa por problemas de secas seriíssimos – disse o diretor de Política Agrícola da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Antoninho Rovaris.
De acordo com os cálculos do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), a dívida do setor pode chegar a R$ 13 bilhões, resultado de safras anteriores a 2005.
– O trabalhador do campo não diferencia a dívida de cada ano – disse Maria José da Costa da coordenação do o MPA.
O MPA, em parceria com outras entidades sociais, pede uma solução para o problema à médio prazo. Entre as propostas, a redução de juros e bônus de adimplência.
– Não queremos rolar a dívida e sim alternativas como novos créditos para a sustentabilidade da agricultura familiar – enfatizou Antoninho Rovaris, da Contag.
Durante a reunião de ontem, somente o Banco do Brasil (BB) apresentou cálculos concretos. O Banco do Nordeste (BN) e o da Amazônia (Basa), que também concedem financiamento, divergem dos dados levantados pelos agricultores.
O Ministério do Desenvolvimento Agrário informou que não vai se pronunciar sobre o andamento do processo de negociação.

Fonte: Agência Brasil

 
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