Até dezembro o governo estadual pretende ter formulado o projeto de lei para estabelecer definitivamente uma Parceria Publico Privada (PPP) para administração da Expointer e do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio.
A intenção é que o Estado saia de cena quando o assunto for custeio da mostra.
– Queremos aumentar a participação da iniciativa privada até que o Estado não precise mais tirar recursos do orçamento para custear a feira e, se tiver, que seja para investimentos em sua ampliação – adiantou o secretário da Agricultura do Estado, João Carlos Machado.
As modificações de gestão da Expointer rumo à terceirização previstas para 2008 começa aos poucos a se desenhar com leilão das bilheterias, corte de benefícios na locação de espaços e recursos privados para custeio. Nesta edição, a secretaria da Agricultura receberá R$ 400 mil para cobrir despesas de segurança do parque até então pagas pelo Estado. A edição deste ano ocorre de 25 de agosto a 2 de setembro.
O reforço foi possível com um aditivo ao contrato do Sindicato da Indústria de Máquinas e Implementos Agrícolas do Rio Grande do Sul (Simers). O sindicato prevê arrecadar R$ 950 mil em locação de espaço e estacionamento. Até a edição passada, a verba era totalmente direcionada para melhorias estruturais no setor destinado ao Simers.
– O acerto vale para este ano, faremos nova avaliação em 2008, mas estamos interessados em administrar nossa parte no parque – revela o presidente do Simers, Cláudio Bier.
A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) será parceira dentro do novo modelo. O presidente da entidade, Carlos Sperotto, acredita que desta forma haverá maior profissionalização e atração de outros eventos para o parque, ocioso a maior parte do ano:
– A Farsul quer ser uma das parcerias, mas lembramos que a Expointer não é um evento do setor rural exclusivamente, tem comércio, indústria e serviços.
O secretário tem se empenhado pessoalmente para que as entidades dividam a responsabilidade, aumentem sua fatia de contribuição. E não precisam ser volumes altos. A Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul (Ocergs), que ocupa 300 metros do Pavilhão Internacional, estuda contrapartida de R$ 30 mil.
– Nada mais justo o governo estadual ter uma contrapartida pelo uso do patrimônio, mas acredito que é papel do Estado fomentar a exposição para promover a produção regional – avalia o presidente da Ocergs, Vergilio Frederico Perius.Fonte: Zerto Hora