Aumentar a lucratividade de apicultores do Planalto Norte catarinense e garantir a comercialização do mel na região é o principal objetivo do entreposto que será erguido em São Bento do Sul. Cerca de R$ 400 mil serão investidos na obra e 1,1 mil produtores das 13 associações da região serão beneficiados.
Juntos, eles são responsáveis pela produção de 500 toneladas de mel por safra. As obras devem começar em janeiro; inauguração prevista para setembro de 2008.
A liberação dos recursos do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) foi recebida com entusiasmo pela Rede das Associações da Mata Atlântica (Rama), que integra todas as associações da região.
De acordo com apicultor Leandro Simões, de Campo Alegre, a criação do entreposto na região é uma reivindicação histórica.
- Hoje, todo mundo está nas mãos dos grandes entrepostos, que impõem preços e estão falindo os apicultores.
De acordo com Simões, atualmente os apicultores recebem cerca de R$ 1,80 por quilo de mel. Com a nova iniciativa, estima-se que o valor pago ao produtor seja de R$ 4.
- Não se trata de aumento no preço do mel. É simplesmente elevação no valor agregado, para se evitar os atravessadores - explica.
Inclusão do mel na merenda demanda 50 tonelada ao ano
Além disso, pretende-se incentivar o consumo de mel nas escolas da região. Somente na rede municipal do Planalto Norte estudam cerca de 52 mil alunos, e, caso o mel seja incluído na merenda escolar duas vezes por semana, em pequenos sachês, seriam consumidos 50 toneladas ao ano.
Pela proposta, todo o mel produzido na região será comprado pelo entreposto. Em seguida, o produto passa por processos de filtragem e todos os tratamentos necessários para garantir padrões de higiene, embalado e sai pronto para a venda. O apicultor ainda pode colocar seu próprio rótulo nos frascos.
Para incentivar a visitação, segundo o diretor de Turismo de São Bento do Sul, Arno Heilmann, o projeto arquitetônico do centro será feito com rampas para acesso aos turistas que quesirem acompanhar o processo de tratamento do produto.
Fonte: Diário Catarinese