O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou hoje que o crédito da agricultura empresarial, atualmente emprestado a juros de 8,75% ao ano, terá as taxas reduzidas. O tamanho da diminuição ainda é dúvida entre as áreas política e econômica do governo federal. Os técnicos do Tesouro Nacional calculam valores próximos aos juros reais, em torno de 7% ao ano. Já os parlamentares ligados à Comissão de Agricultura da Câmara Federal só aceitam um custo do crédito inferior a 6,5% ao ano.
- Os juros do crédito agrícola precisam acompanhar a variação dos principais indicadores econômicos. Não há como continuarmos tendo uma agricultura pagando os juros mais altos do mundo - disse o relator da Comissão do Endividamento Rural da Câmara, deputado Luis Carlos Heinze (PP-RS), referindo-se às variações da taxa básica de juros da economia (Selic), dos índices de inflação e da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP).
O assunto chegou a ser debatido pelos deputados e ministros da Fazenda, Guido Mantega, da Agricultura, Reinhold Stephanes e das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia.
- A idéia do governo não é só diminuir a taxa, mas aumentar também a disponibilidade de recursos a juros controlados - disse o ministro, Reinhold Stephanes. Segundo ele, a ampliação do crédito deve diminuir a necessidade da retomada de empréstimos a juros mais elevados, como já ocorre junto às instituições financeiras privadas.
O tamanho da redução dos juros controlados deve ser divulgado na próxima quinta-feira, quando será lançado o Plano Safra 2007/2008 da agricultura comercial exportadora.
Por: Gustavo Bernardes
Fonte: /Agência RBS