O manejo da cana-de-açúcar vem provando seu potencial econômico e de desenvolvimento. Os reflexos deste produto vêm se mostrando fortes e cada dia mais evidentes. O crescimento da procura por áreas para o plantio de cana, acelerado desde o final de 2006 - principalmente nas regiões Sudeste e Nordeste - confirmou as expectativas e tirou os preços médios das terras agropecuárias do país da estagnação e impulsionando a alta nos valores pagos por hectare também em Mato Grosso do Sul.
“Sabemos que existe uma procura maior por terras no Estado por conta da cana-de-açúcar e da vinda de usinas, e por essa razão o preço também tende a aumentar”, explicou o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (FAMASUL), Ademar Silva Junior.
Segundo um levantamento do Instituto FNP, analisando os últimos 12 meses, as terras destinadas a plantios ou criações subiram, em média, 11,64% no Brasil, com acentuada valorização no primeiro quadrimestre deste ano. Descontada a inflação - o instituto trabalha com 4,77% de crescimento para o período, por este fato, a alta média cai para 7%, ainda considerado um percentual firme. Já nos últimos 36 meses, os cálculos apontam para um ganho absoluto de 2,03%, o que resulta em queda de 4% uma vez descontada a inflação.
Em Mato Grosso do Sul, onde o manejo da cana-de-açúcar ainda é recente, se comparado a outras regiões do país, o cultivo já demonstra resultados positivos. A crise do setor agropecuário, que tem mostrado modesta reação, contrasta com essa nova e promissora aposta agrícola, que na valorização regional, já apresenta resultados efetivos, como a valorização territorial das áreas plantadas e em torno.
De acordo com informações de uma empresa corretora do mercado imobiliário de Campo Grande, a valorização das terras onde se cultiva a cana-de-açúcar é evidente. Em menos de 12 meses, a valorização territorial ultrapassou os 50% por hectare em quase todo o Estado e em alguns casos, como a região de Dourados, a valorização foi ainda maior.
Citando como exemplo a cidade de Chapadão do Sul, região sul do Estado, em maio do ano passado, uma terra onde atualmente é cultivada cana-de-açúcar, era avaliada em média por seis ou sete mil reais o hectare. Hoje, este mesmo hectare está avaliado por mais de quinze, chegando até dezoito mil reais.
Das 10 regiões que mais se valorizam neste período, seis estão ligadas à cana-de-acúcar ou ao café. Na contramão, a desvalorização ocorreu em regiões de grãos.
Fonte: Sato omunicação