Estudo identifica demanda e preços maiores por milho e óleos vegetais
A crescente demanda por biocombustíveis, como o álcool, deve fazer com que os custos mundiais de importação de alimentos batam recorde neste ano, segundo a divisão da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Agricultura e Alimentação.
O estudo reforça as declarações recentes do ditador cubano, Fidel Castro, e do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, sobre biocombustível. Fidel escreveu, em cartas publicadas em abril e maio, que a intenção do presidente dos EUA, George W. Bush, de elevar a produção mundial de álcool condena a população pobre a morrer de fome.
Conforme o organismo da ONU, os custos de importação de alimentos devem superar os US$ 400 bilhões - aumento de cerca de 5% em relação ao ano passado. O estudo, divulgado ontem, afirma que a alta nos preços dos cereais como o milho e dos óleos vegetais - commodities que respondem por grande parte da produção de biocombustíveis - será o principal motivo para o aumento dos custos de importação.
A produção de cereais deve atingir 2,125 bilhões de toneladas neste ano, expansão de 6% ante 2006, mas esse crescimento não será suficiente para alcançar a demanda. Os países em desenvolvimento serão os mais afetados. Conforme o órgão das Nações Unidas, os gastos desses países com a importação de alimentos crescerão 9% neste ano - superior à media mundial, estimada em 5%.
Projeto para certificar álcool na próxima safra
No Brasil, o produtor de álcool terá, a partir da próxima safra, a possibilidade de certificar e padronizar a produção, o que ajudará a transformar o combustível em commodity, estimulando a venda a mercados externos. A empresa de pesquisa Triplo A - Normas elaborou a proposta de certificação.
Fonte: Zero Hora