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Nacional : Agricultores superam seca e empreendem atividades rurais
Enviado por Délcio César Cordeiro Rocha em 12/6/2007 8:24:25 (916 leituras) Notícias do mesmo autor

Parte das alternativas usadas pela população do semi-árido paraibano pôde ser vista na 4ª Feira de Agronegócios do Semi-Árido Nordestino A escassez de água não é mais empecilho ao desenvolvimento de pequenas comunidades rurais no Cariri paraibano. Com rebanhos de cabras, cultivo de abelhas e hortas agroecológica, agricultores superam dificuldades e aumentam produção.

Apenas para a caprinovinocultura, foram liberados em financiamento, no último fim de semana, de quase R$ 900 mil para a compra de animais na IV Feira de Agronegócios do Semi-Árido Nordestino em Monteiro.
Para José Galdino da Silva do Sítio Limpo Branco, em Monteiro, a aquisição de mais animais servirá de começo para a produção de leite na propriedade dele.
– Eu trabalho no carro levando leite dos sítios, decidi não apenas levar, mas também produzir. Vou aos poucos, tenho umas cabras e com mais essas pretendo melhorar o rebanho – disse o agricultor que comprou 23 cabras na feira, evento que reuniu mais de 1,2 mil animais de várias raças.
Hoje, o Cariri é responsável por 70% da produção de leite de cabra na Paraíba e beneficia por mês mais de 14 mil litros, repassados ao Governo do Estado. O produtor Fernando Ferreira Barbosa do sítio Zé Gomes é um dos caprinocultores que fornece leite para a usina de Monteiro. Ele cria 14 cabras, das quais tira em média 35 litros por dia.
Feira
Destinada a produtores rurais, principalmente aos que se dedicam à agricultura familiar, empreendedores, técnicos e estudantes, a IV Feira de Agronegócios possibilitou o aperfeiçoamento do homem do campo e o acesso a novos conhecimentos. Além de estimular a geração de negócios.
Apenas em treinamentos e palestras, mais de 500 pessoas foram capacitadas em três dias de feira. Plantas como a palma ganhou receita culinária, além de se transformar em sabonetes e xampu. Já a carne caprina, recebeu um tratamento a mais em pratos como o inhoque e a lasanha de berinjela com cabrito.
Para José Braz Leite, gerente da agência do Sebrae em Monteiro, a feira superou as expectativas e atingiu a meta principal, a de divulgar as alternativas de convivência no Semi-Árido, a troca de experiência entre os estados e o estímulo aos negócios na região.
A agricultora Luzinete da Silva do sítio Lagoa do Mato é um desses exemplos. Ela, que faz parte de uma das famílias assistidas pelo projeto de Produção Agroecólogica Integrada e Sustentável (Pais), descobriu que na aridez da terra também brotam flores.
– Já consigo manter as despesas da casa e ganhar um extra. Produzo flores e hortaliças e as vendo na feira. As flores que secam, aproveito para pegar a semente – disse Luzinete que mora com os três filhos no sítio.
– Muita gente tem saído da zona rural, mas eu não. Prefiro ficar, aqui é bem melhor –destacou.
Orgânicos
O Pais estimula o cultivo de frutas e hortaliças sem uso de inseticidas e é uma produção organizada em círculos. Com a metodologia, o agricultor consegue em uma área de um hectare plantar hortaliças, legumes, plantas frutíferas, além da criação de animais como galinhas de capoeira.
A Feira de Agronegócios do Semi-árido Nordestino contou com as seguintes parcerias: Governo Federal; Governo do Estado da Paraíba; Prefeitura Municipal de Monteiro; Banco do Brasil; Banco do Nordeste; Faepa/Senar; UFPB; UFCG; UEPB; Centro de Desenvolvimento Integrado da Ovinocaprinocultura (Cendov); entre outros.

Fonte: Sebrae

 
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