Setores estratégicos no RS são prejudicados pela valorização do real.
Integrantes de dois setores da economia gaúcha prejudicados pelo dólar baixo - calçadistas e agricultores - tentam hoje buscar apoio em audiência com a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius.
Às 13h de hoje, no Galpão Crioulo do Palácio Piratini, Yeda recebe federações ligadas ao setor primário e a bancada gaúcha no Congresso Nacional. A intenção é começar a construir uma pauta comum para resolver os problemas do campo.
Segundo o presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Carlos Sperotto, o encontro servirá para iniciar as discussões sobre dívidas acumuladas (R$ 80 bilhões no país, dos quais R$ 9,2 bilhões no Estado) e sobre o juro de financiamento agrícola, hoje em 8,75%. A desvalorização do dólar também deve entrar na pauta, tema que será levado ao ministro da Agricultura no futuro. As federações deverão ainda conversar com deputados estaduais ao longo da semana.
Relatório apontando medidas foi encomendado
Às 15h, também no Piratini, a governadora terá um encontro com representantes da cadeira coureiro-calçadista. A força-tarefa constituída pela Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha (ACI), pela Associação Brasileira da Indústria de Calçados (Abicalçados) e por empresários buscará posicionamento político, socorro efetivo e demonstrações de responsabilidade para com o setor.
– O fechamento da Calçados Reichert acionou o sinal vermelho. Escuta-se, à boca pequena, que as empresas que estão em crise são ineficientes. Estamos levando conosco representantes da Azaléia, da Paquetá e da West Coast. São justamente indústrias que fizeram seu dever de casa, se modernizaram, mas também estão com dificuldades para exportar – diz a presidente da ACI, Fátima Daudt.
O ex-ministro Marcus Vinícius Pratini de Moraes, antigo aliado do setor, também foi convocado para auxiliar os calçadistas. Durante o final de semana, ouviu prefeitos, empresários e membros de entidades do setor. Até o fim desta semana, Pratini deve apresentar aos empresários um relatório com indicações de medidas necessárias a serem tomadas tanto pelas indústrias calçadistas quanto por governos.
Fonte: Zero Hora