As perspectivas para o IPCA de junho não mostram nenhum item que possa apresentar pressão significativa sobre a taxa, segundo adiantou a coordenadora de índices de preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos. Segundo ela, o álcool deverá prosseguir em tendência declinante de preços, com efeitos também sobre a gasolina. No caso dos alimentos, "não há visibilidade de produtos além do leite" com alta.
Eulina afirmou também que o dólar abaixo de R$ 2 ainda não apresentou efeitos visíveis na inflação de maio, mas isso poderá ocorrer nos próximos meses, já que o câmbio tem efeito sobre produtos importantes nas despesas das famílias.
Segundo Eulina, as pressões já conhecidas para a inflação de junho são o reajuste do gás veicular (10% no dia primeiro de junho) que tem peso de apenas 0,10% no IPCA e o aumento de 2,45% na tarifa de energia elétrica em Recife a partir do dia 29 de maio.Fonte : Estadão