A tensão nas regiões agrícolas do Paraguai aumentou nesta sexta, dia 31, com a detenção de agentes fiscais por parte de trabalhadores rurais, que, além disso, ameaçaram queimar a fazenda de um dos principais produtores brasileiros do país.
O governo garante o direito à propriedade privada e o direito dos produtores a semear em suas terras. Além disso, está tomando todas as medidas condizentes para tornar efetivo esses direitos – disse, lendo um comunicado, o vice-presidente e presidente em exercício do país, Federico Franco.
A nota oficial destaca ainda que "a violência não é nem será aceita sob nenhum conceito como um mecanismo para reivindicar direitos ou exigir soluções".
Por outro lado, garante que o governo "fará cumprir todas as normas ambientais, cuja vigência reivindicam os movimentos camponeses e outras organizações sociais".
Horas antes, o empresário catarinense Tranquilo Fávero, um dos principais produtores agrícolas do Paraguai, pediu justiça às autoridades e disse que a propriedade que os camponeses ameaçam queimar está cheia de trigo, milho e outros grãos, com um investimento de US$ 5 milhões.
– Quero justiça, estou no Paraguai há 40 anos. Acho que estou fazendo algo de bom – afirmou Fávero a emissoras de rádio.
Os camponeses argumentam que, no passado, grandes extensões de terra foram cedidas ou arrendadas a pessoas não submissas à reforma agrária, entre elas brasileiros, e que, além disso, as plantações mecanizadas, como a da soja, destroem as florestas e poluem o meio ambiente.
Fonte: Agência EFE