Insumos estão com preços mais altos. Mesmo com uma reação no preço do quilo vivo do boi gordo em relação à mesma época de 2006, os pecuaristas reclamam dos aumentos nos preços dos insumos e esperavam que o produto estivesse mais valorizado.
O produtor rural Altamir Eggers Alves, 52 anos, tem rebanho em uma área de 500 hectares, em Tupanciretã. Ele diz que vendeu o quilo do boi por R$ 1,80, em junho de 2006, e, agora, o preço é R$ 2,03. Mesmo assim, Alves destaca que houve muitas exportações de terneiros vivos do Estado, reduzindo a oferta.
Segundo ele, o preço do quilo do terneiro subiu de R$ 1,60, em junho de 2006, para até mais de R$ 2,50 agora, encarecendo a reposição de animais no rebanho.
- Para o terminador, que compra o boi magro, engorda-o e vende, a margem de lucro ficou apertada, porque a matéria-prima subiu muito - diz.
O produtor Antônio Augusto Borges, 46 anos, que tem rebanho de 500 cabeças para engorda em uma área de 500 hectares em Santa Flora, acha que terá lucro até 50% menor nas vendas deste ano.
- Em 2006, ganhei R$ 350 por animal. Este ano, devo ganhar no mínimo R$ 100 a menos em cada. O boi magro subiu muito porque a procura está maior que a oferta - conta ele, que torce por um aumento de 10% no quilo do boi gordo nos próximos meses.
Fonte: Diário de Santa Maria