Por dia, cerca de 15 quilos do produto são fabricados. Na vida da produtora rural Amélia dos Passos da Rosa, 66 anos, o queijo Serrano faz parte do dia-a-dia. Além da mesa, o alimento tem sido a principal fonte de renda ao longo de gerações.
- Não sei com quem meus antepassados aprenderam a receita do queijo. Eu aprendi com as minhas avós, que sempre fizeram para vender - conta Amélia.
Moradora da localidade de São Jorge da Mulada, em Criúva, ela lembra que os pais quitavam as contas no armazém com peças de queijo que chegavam a pesar até oito quilos cada. Com o tempo, a mercadoria ganhou fama e os próprios comerciantes vinham à sua casa buscar as peças. De lá para cá, houve outras mudanças:
- Para fazer, as medidas eram o olho, as mãos e a cabeça. Hoje tenho termômetro para controlar a temperatura do leite, há regras e medidas para colocação de sal e coalho - explica Amélia, sócia da agroindústria Rosa junto com o marido, Agenor Silveira da Rosa, 64, e o filho, Evilázio Silveira da Rosa, 34. Hoje são produzidos 15 quilos de queijo por dia, vendidos nas feiras do agricultor em Caxias.
A história da produtora Neusa Camelo Silveira, 50, e seu marido, Osvaldo Silveira Alves, 51, é semelhante. Há gerações que o queijo sustenta a família. Com a renda da agroindústria Campeira, na comunidade de São Francisco, também em Criúva, a família mantém as duas filhas que moram e estudam fora. Seus queijos são encontrados em mercados da cidade e em casas especializadas. Apesar de produzir cerca de 18 quilos diariamente, Neusa conta que no inverno não dá conta da demanda.
- Graças a Deus nunca sobrou queijo - conta orgulhosa.
Fonte: Pioneiro