As cotações do boi gordo devem continuar subindo. É o que analisa o consultor Élio Micheloni, da Corretora Terra. O quadro de baixa oferta com demanda aquecida, que começou a se intensificar no ano passado, dá sinais de que está longe do fim.
Micheloni ressalta que sempre há um limite de aumento de preços, que é o máximo que o consumidor poderá pagar pela carne. Mesmo assim, a oferta continuará baixa, potencializando aumentos.
- O mercado foi tão baixo, que fez com que houvesse um abate tão grande de matrizes e bois para o pecuarista conseguir se sustentar e com isso houve uma redução do estoque do boi no país.
Em entrevista ao Agribusiness Online, nesta segunda-feira, dia 12, o analista disse o preço do bezerro dobrou em relação ao que era praticado no ano passado. Segundo Élio Micheloni, o ciclo de preços altos deve durar por, pelo menos, mais três anos. É o tempo que leva para que o aumento de oferta se consolide.
Junto com essa maior lentidão do ciclo produtivo da pecuária, em relação a outras culturas, como grãos, Os altos custos de produção dificultam a retomada da oferta de carne, diz Élio Micheloni. Nem mesmo os avanços da genética bovina são suficientes para acelerar o processo.
- A genética avançou absurdamente, mas apenas para 10%, 20%, 30% do total do rebanho. Há muita coisa atrasada ainda. Temos alguns abates de bois com 2 anos, só que esse gado excepcional ainda é um volume pequeno.
Fonte: Canal Rural