O Estado está investindo em pesquisas e na capacitação da mão-de-obra através da ampliação de um centro especializado em tecnologia no processamento de couro. O objetivo é formar profissionais que atendam à demanda dos curtumes e, com isso, ajudar a alavancar o setor.
Inaugurado em outubro de 2004, o Centro de Tecnologia do Couro (CTC) só entrou em atividade em janeiro deste ano. Depois de ficar mais de três anos e meio praticamente parado, o local irão receber investimentos de R$ 1,29 milhão. O recurso, proveniente do Ministério de Ciência e Tecnologia, será gasto em obras de ampliação da unidade e na implantação de um laboratório, que deverão ser concluídas até o fim do ano.
Além de capacitar profissionais, o objetivo do CTC é fomentar a fabricação do couro e ajudar a atrair investimentos para que, além de fornecer matéria-prima, o Estado também passe a atuar nos processos de semi-acabamento e acabamento do produto.
André Rodrigues Antunes é um dos 16 alunos que participaram do primeiro curso de curtimento de couro no centro. Ele trabalha há sete anos em um curtume em Campo Grande e já sabe a diferença que o aprendizado vai fazer no dia-a-dia da empresa.
A falta de mão-de-obra qualificada é um dos obstáculos do setor coureiro em Mato Grosso do Sul. Para conseguir preencher o quadro de 550 funcionários, esta empresa, que processa diariamente cerca 10 mil peles bovinas, teve que treinar todos os trabalhadores. Uma situação que gera despesas financeiras e de tempo para os empresários.
Em 2007, Mato Grosso do Sul exportou o equivalente a US$ 129,8 milhões do couro conhecido como wet-blue, que está na primeira fase do processamento da pele. Se as peças fossem semi-acabadas ou acabadas no Estado, a receita das exportações poderia ser duas vezes maior. Por isso, a meta do governo estadual é investir é no acabamento das peles bovinas e também de outras espécies.
Fonte: Canal Rural