É tímida ainda a procura pela autorização de compra da vacina contra a aftosa, que os produtores com mais de 50 animais devem adquirir na Inspetoria Veterinária de suas cidades. A segunda etapa da vacinação foi aberta no dia primeiro e vai até o final do mês.
Muitos produtores inscritos no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar terão de esperar até o dia 15 para vacinar seus animais, data em que o governo deverá distribuir 1,4 milhão de doses para os pequenos criadores. Até o pecuarista com mais de 50 exemplares, que paga pelas doses a serem aplicadas no rebanho, precisa enfrentar algumas etapas para aquisição da vacina.
A veterinária de Uruguaiana Gilca Peres dos Santos esclarece que o produtor deve pegar a autorização em qualquer inspetoria e, num prazo máximo de 48 horas, comprar a vacina em veterinárias credenciadas. Depois, é necessário voltar até a inspetoria da cidade onde estão os animais e apresentar nota fiscal comprovando a compra.
A pecuarista Ticiana Nadal, 32 anos, trabalha no meio rural desde 1994 e acredita que a burocracia para compra da vacina é exagerada. Ticiana mora em Santana do Livramento, mas a estância onde ficam seus animais é em Quaraí.
- Tenho que vacinar quase 290 animais. É um transtorno pegar autorização, demorar menos de 48 horas para comprar as vacinas em local credenciado e depois ainda levar a nota comprovando a compra na inspetoria de Quaraí. Acho desnecessário - comenta Ticiana.
A inspetora veterinária da Inspetoria de Livramento Karen Arevalo reconhece que o processo pode até ser burocrático, mas esta é a forma de controlar quantos animais foram vacinados.
- É o que podemos fazer mediante a nossa deficiência de pessoal para fiscalizar a vacinação mais de perto - garante Karen.
Em cidades como Uruguaiana e Livramento, a vacinação por conta do governo estadual foi estrategicamente antecipada. Os municípios tinham doses que sobraram da primeira etapa de vacinação contra aftosa em janeiro e começaram a imunizar os animais da periferia da cidade, que estão mais próximos a áreas de risco. A previsão do governo é atingir 4 milhões de cabeças de bovinos e búfalos, de até 24 meses de idade.
Fonte: Agrol Notícias