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Agronegócios : Leite e derivados foram responsáveis por 37% da inflação de maio em SP
Enviado por Délcio César Cordeiro Rocha em 6/6/2007 8:17:53 (1286 leituras) Notícias do mesmo autor

Produto do tipo A, B, tipo especial e longa vida acumularam alta de 6,11%. A alta de preços de 0,36% em maio, em relação ao mês anterior, apurada pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) no município de São Paulo, teve como principais protagonistas o leite e seus derivados. Segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), a alta de preço sofrida por esses produtos contribuiu em 37% da inflação apurada no período.

De acordo com o coordenador da pesquisa que determina o índice, Márcio Nakane, o leite tipo A, tipo B, tipo especial e longa vida acumularam alta de 6,11% em seus preços no mês em questão. Já o grupo de produtos derivados do leite teve elevação média no período de 2,55%.
– A alta nos preços do leite acabou interferindo nos resultados de todo grupo Alimentação, que por conta disso ficou na contramão da tendência de desaceleração de preços verificada nos outros grupos – avalia Nakane.
Na primeira quadrissemana de maio, o IPC para o grupo Alimentação havia registrado variação de -0,14%. Nas semanas seguintes, a pressão inflacionária levou o índice para -0,09%, depois para 0,39% e, no fechamento do mês, para 0,58%. Na comparação entre a avaliação da primeira quadrisemana com o fechamento do mês, todos os demais grupos apresentaram desaceleração em seus preços.
Segundo avaliação de Nakane, um dos fatores que pode estar determinando a alta nos preços do leite pode ser o aumento no preço do milho, que estaria sendo substituído pela soja na composição do farelo que alimenta os animais. A ração de qualidade inferior reduziu a captação de leite, agravando o quadro de baixa produção em função da entressafra no setor. Diante de uma oferta de leite menor no mercado, os preços tendem a subir.
O preço do leite no mercado externo também tem influenciado o IPC, segundo Nakane. Ele conta que a oferta de leite para o mercado interno teria se reduzido em função dos melhores preços praticados no exterior. Essa alta teria sido puxada pela quebra da produção da Austrália e da Argentina.
Para Nakane, o preço do leite deve continuar subindo em junho. Por conta disso, ele prevê que o grupo Alimentação atinja inflação média ainda maior, de 1% no período.
– Eu acredito que Alimentação virá forte no próximo mês, enquanto os demais grupos continuarão bem mais comportados – disse ele.
De acordo com a Fipe, Vestuários será o grupo com a segunda maior inflação no período, com 0,45%. Para os demais grupos, a entidade prevê inflação de 0,20% para o grupo Despesas Pessoais, 0,15% para o grupo Habitação e 0,03% para os grupos Saúde e Educação. Para o grupo Transporte, a previsão é de deflação de 0,5%. O IPC projetado pela Fipe para o final de junho é de 0,32%.

Fonte: Valor Online

 
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