A criação de tilápias nos tanques utilizados na produção de camarão, em seis propriedades de Laguna, no Sul do Estado, rende aos empresários lucro em dose dupla.
Além do faturamento de mais de R$ 300 mil, a atividade foi uma solução encontrada para reduzir os efeitos da mancha branca, praga que há dois anos atinge os camarões de cativeiro da região.
Em novembro de 2006 alguns criadores decidiram colocar em prática uma idéia utilizada no Equador e depositaram larvas de tilápia e camarão nos mesmos tanques.
É o chamado policultivo, que conta com cerca de 90% de peixes e 10% de crustáceos.
A presença dos peixes no tanque resultou em um "antídoto" contra a mancha-branca, situação que deixa bastante otimistas os produtores da região.
- O desenvolvimento da tilápia cria na água condições biológicas que minimizam os efeitos da mancha-branca e garante uma taxa de 15% de sobrevivência dos camarões - ressalta o engenheiro de aqüicultura Giovani Lemos de Mello.
Conforme o engenheiro, isso é um resultado muito bom, pois nesse caso o investimento na carcinicultura é praticamente zero.
Ontem, técnicos e um grupo de 20 funcionários de uma fazenda iniciaram a despesca de 170 toneladas de tilápias.
Filé do peixe pode custar até R$ 8
Ao final da safra, os peixes têm em média 550 gramas de peso e medem cerca de 30 centímetros de comprimento.
- O filé da tilápia pode custar até R$ 8. Vamos mandar essa produção para São Paulo , mas 10% da produção de filés tem como destino os Estados Unidos - afirma o gerente técnico da fazenda, Álvaro Pestana.
A safra de tilápias encerra-se geralmente em julho.
A retomada da carcinicultura em grande escala nos tanques artificiais ainda não é cogitada a curto prazo, já que o surgimento da mancha branca na região não tem causas definitivas e medidas de combate à doença seguem em estudo.
Fonte: Agrol Notícias