Bioinseticidas
Segundo Irineu Alberto Gomide, pesquisador da Emater, a safra deste ano vai ultrapassar a dos anos anteriores. Ele explica que para o bom aproveitamento dos grãos é necessário um controle das pragas, racionalizando o uso de herbicidas e inseticidas, além do cuidado com a meteorologia.
“Hoje se aplica o dobro de inseticida do que há dez anos. É muito veneno aplicado desnecessariamente”, alerta Luis Mauro Crepaldi, entomologista do Emater, que defende o uso de inseticidas biológicos, como o baculovírus, que combate a lagarta da soja. Esse vírus é de ocorrência natural e especifico para a lagarta da soja. As folhas pulverizadas pelo baculovírus enfraquecem o inseto o impossibilitando-o de se alimentar.
Esse inseticida é indicado por não poluir o meio-ambiente e não afetar o homem, animais e plantas, nem mesmo outras pragas e inimigos naturais. “A conseqüência do uso de agrotóxicos é o surgimento de novas pragas, o que não acontece com o uso do inseticida natural”, explicou Crepaldi.
Meteorologia
Luis Renato Lazinski, meteorologista do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) orientou os agricultares quanto ao tempo certo para o plantio e colheita, informando sobre os prováveis períodos de geadas e chuvas intensas. Em quantidade, chove bem no Estado. Porém a distribuição pluviométrica não é uniforme, “aglomerando-se em períodos pequenos de chuva intensa e ficando o resto do mês sem chover”, explica Lazinki.
Laziski também lembrou que estamos sobre efeito do fenômeno “La Nina”, o que resulta num inverno mais longo e rigoroso. “Quem tem plantação no oeste deve tomar um pouco mais de cuidado, pois o frio já está chegando naquela região.”
Qualidade para o consumidor
Tecnologias que conferem melhor qualidade aos produtos à base de soja também foram apresentados no encontro. A melhora quantitativa e qualitativamente desses produtos nos últimos anos, resultou no crescimento das vendas no mercado brasileiro.
Fonte: Via Rural