Inicio Sobre Coordenação Cadastre Artigos Notícias Fotos Mural   Contato
Entrar
Menu principal
WebMail
Email:
Senha:


Ciência e Tecnologia : Reino Unido dá sinal verde para a criação de embriões híbridos
Enviado por Délcio César Cordeiro Rocha em 25/2/2008 8:12:43 (343 leituras) Notícias do mesmo autor

O órgão regulador de fertilidade e embriologia do Reino Unido anunciou hoje que deu sinal verde à criação de embriões híbridos, que combinam DNA de animais e seres humanos, destinados à pesquisa com fins terapêuticos.

A Autoridade para a Fecundação e Embriologia Humanas (HFEA, na sigla em inglês) informou que deu autorização a duas equipes de cientistas para aplicar uma medida que, segundo os médicos, pode ajudar a conseguir tratamentos para curar algumas doenças.

O órgão já tinha antecipado em setembro do ano passado que autorizaria a princípio essa prática, embora sua aprovação plena não tenha sido consumada até agora, após ter feito várias consultas que indicam que os cidadãos aceitam essa idéia.

O regulador outorgou as permissões a duas universidades, o King's College de Londres e a Universidade de Newcastle (norte da Inglaterra), que tinha pedido para torná-las pertinentes.

Segundo a HFEA, ambas solicitações "satisfazem todos os requerimentos da lei", por isso que se concedeu a ambos os centros universitários "autorizações de pesquisa de um ano".

Outros centros que desejem fazer pesquisas similares terão que enviar igualmente a solicitação ao regulador, que analisará cada caso e tomará uma decisão.

O doutor Lyle Armstrong, da equipe da Universidade de Newcastle, disse que a decisão da Autoridade é uma "grande notícia".

Armstrong quis insistir que só utilizarão os embriões híbridos como "uma ferramenta científica" para tratar doenças humanas.

Do King's College, o doutor Stephen Minger também se declarou satisfeito com o pronunciamento da HFEA.

"Agradeço à comunidade científica, às organizações de pacientes e às associações beneficentes relacionadas com doenças por todo o apoio que recebemos durante os últimos 18 meses. Seu respaldo foi inestimável", disse Minger.

A decisão anunciada pela Autoridade para a Fecundação e a Embriologia Humanas foi tomada após vários meses de consultas.

As pesquisas de opinião realizadas indicam que 61% dos britânicos é a favor da criação desses embriões mistos, frente a apenas 25% que se opõe, com destaque para os grupos religiosos.

Os chamados embriões citoplásmicos têm 99,9% de DNA humano e apenas 0,1% restante, de origem animal.

Para sua criação, os cientistas usam óvulos de coelha ou vaca, esvaziados de quase toda sua informação genética, e nos quais se implantam núcleos com DNA de diferentes tipos de células humanas.

Os embriões resultantes são majoritariamente humanos embora nas mitocôndrias, orgânulos da célula onde se produz a energia mediante a queima de moléculas orgânicas, fica um resto de DNA de procedência animal.

As células-tronco que se extraem dos embriões são células não especializadas que podem depois se diferenciar em diferentes tipos de tecido, trabalho que cientistas desenvolvem no laboratório.

Segundo seus defensores, o uso de óvulos de animais permitirá resolver a escassez de seus equivalentes humanos ao fornecer uma fonte quase inesgotável de células-tronco.

Atualmente, os cientistas dependem dos óvulos humanos que sobram nos tratamentos de fecundação, mas estes são poucos e além de pouca qualidade.

Os inimigos da prática alegam que com elas se elimina a distinção que, na sua opinião, existe entre o ser humano e o animal e denunciam que os embriões assim criados são destruídos uma vez que se extraem deles as células-tronco.


Fonte: EFE

 
Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.


 
desenvolvido pela: desenvolTec