Uma comitiva da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul irá a Brasília na quarta, dia 20, para acompanhar as negociações entre o Ministério da Agricultura e a União Européia (UE) sobre o embargo à exportação de carne bovina do país. O grupo será liderado pelo presidente do Legislativo, deputado Alceu Moreira (PMDB), e pelo vice-presidente da Comissão de Agricultura, deputado Jerônimo Goergen (PP).
Na manhã desta terça, dia 19, representantes da cadeia produtiva gaúcha e da Comissão de Agricultura formalizaram metas. A comitiva pretende esclarecer os critérios que levaram à suspensão, para que os produtores possam se adequar às exigências de sanidade e de qualidade dos países europeus.
Segundo o secretário estadual da Agricultura, João Carlos Machado, até agora o governo brasileiro não repassou informações específicas. Na próxima segunda, dia 25, fiscais da UE virão ao Estado para inspecionar o controle sobre a carne exportada em fazendas indicadas pelo Ministério da Agricultura.
A polêmica do embargo
Antes do anúncio- O Brasil apresentou uma lista com 2.681 propriedades aprovadas em auditorias em seis Estados para exportar à UE
- A UE impôs uma lista de 300 fazendas apresentando como justificativa o fato de o Brasil não ter tempo hábil para credenciar mais do que este número de propriedades num período de 30 dias
Depois do anúncio
- Após um pente-fino nos estados, foram consideradas aptas 1.058 propriedades
- Mesmo sob pressão de pecuaristas e exportadores, o Brasil foi obrigado a fazer novos cortes e apresentou em Bruxelas uma lista com 523 estabelecimentos.
- A UE não cedeu e manteve a exigência inicial de 300 propriedades
Para abastecer a União Européia anualmente, é preciso matéria-prima de 25 milhões de bovinos, avaliam representantes do setor.
Para seu filho ler
Para garantir que a carne de boi que você come é boa e pode ser servida no almoço sem perigo de doenças, o governo deve saber tudo sobre a saúde deste animal. Quando um terneiro nasce, recebe um grande brinco na orelha, com um número. Esse número é como uma carteira de identidade do bicho. Se tudo for feito certo, quando o governo ou uma empresa quiser mais informações deste animal, digita o número em um programa no computador. Daí, poderá saber as vacinas que ele tomou, as doenças que teve, o que comeu, os remédios que recebeu, se foi vendido e pelas várias fazendas em que andou.
Fonte: Zero Hora