A educação rural é um desafio para a maioria dos municípios brasileiros que têm no campo uma população precisando de conhecimento, mas sem abandonar a atividade. Muitos exemplos mostram que é só uma questão de planejamento e visão sobre a importância de alfabetizar aqueles que representam o futuro do agronegócio no país.
No interior da agrocapital Uberaba, no triângulo mineiro, muita coisa mudou, são 5,2 mil quilômetros de estradas, 120 vans transportam 3,2 mil alunos para as escolas rurais. Na comunidade de Santa Rosa está uma das maiores escolas, que recebe mais de 500 estudantes, cada um com uma realidade própria de envolvimento com a agricultura e a pecuária.
– Sou da fazenda Santa Isabel e ajudo na criação de vaca e de galinha. O estudo pra mim vai fazer a diferença. Eu quero continuar no campo – afirma Guilherme Gabriel Teixeira Rezende, de nove anos, aluno da terceira série.
– Eu moro na fazenda Batuíra e nós criamos porco, galinha e vaca. Vou estudar porque quero ser professora nas escolas rurais – disse Beatriz dos Santos Gondim, de oito anos.
A estrutura passa pela informática, e vários computadores chegaram na escola em 2005. Agora a expectativa dos alunos é para a instalação da internet de banda larga, uma necessidade considerada básica para o conceito de globalização, e o campo não pode ficar de fora.
– Dentro de três meses nos vamos ter internet e os nossos alunos perguntam todos os dias sobre isso, estão ansiosos para entrar no mundo virtual. Essa tecnologia irá abrir muitas portas para essas crianças, que têm no dia-a-dia a vida rural – afirmou Leilamar Fernandes Dutra Maciel, diretora da escola.
Para atender o interior, o município centralizou a educação em oito escolas rurais em pontos estratégicos. Um delas está ás margens da Rodovia Estadual, a MG 427.
As escolas municipais em Uberaba possuem uma organização com estrutura e diretrizes gerais que servem para estudantes urbanos e rurais, mas algumas mudanças especificas no currículo atendem a realidade do campo, para desenvolver habilidades que possam contribuir principalmente para a agricultura familiar que é a realidade da maioria dos alunos.
Teoria e prática no contato com a terra aprendendo técnicas que podem contribuir para o dia-a-dia no retorno pra casa. É a educação rural incentivando a permanência no campo.
– Nós temos hortas, criação de frango, e eles aprendem nos livros e mexendo com a terra, novidades que eles colocam em prática na fazenda. È uma ligação com a realidade deles – disse Marilene Lopes da cunha, vice-diretora da escola.Por: Marcelo Lara
Fonte: Canal Rural