Apesar da desvalorização do dólar, a indústria de couro do Brasil comemora o resultado das exportações em 2007. Pela primeira vez na história o setor cresceu 15% a mais que o calçadista.
Em 2006, o Brasil exportou U$ 1,870 bilhão em couro. Já em 2007, registrou uma marca histórica: U$ 2,190 bilhões, um aumento de 17%.
A China, incluindo Hong Kong, é o principal destino das exportações brasileiras. Em segundo lugar vem a Itália, seguida pelos Estados Unidos.
– Nós possuímos o maior rebanho comercial do mundo, somos o 2º maior produtor de couro, o 4º maior exportador de couro, então nós temos uma participação muito intensa no mercado internacional, onde o couro brasileiro é demandado – disse Luiz Augusto Bittencourt, presidente do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB).
O setor coureiro destaca que este crescimento é resultado de uma nova estratégia, focada nos produtos de maior valor agregado. No ano passado, 67% da receita das exportações foram de couro acabado e semi-acabado.
E um dos motivos deste avanço foi o trabalho de quase sete anos realizado pela agência de promoção às exportações.
– E esse trabalho começou também a diversificar mercados, diversificar países, diversificar o foco, deixou de ser só o calçadista para entrar no setor moveleiro, no setor automotivo – disse Maurício Borges, diretor de negócios da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex).
Para este ano, mesmo com a expectativa de redução no abate do rebanho bovino, o setor espera crescer ainda mais e chegar a U$ 2,5 bilhões em exportações.
Fonte: Canal Rural