A febre aftosa caminha para ser controlada nas Américas em até três anos, mas depende da ação dos governos locais e do setor privado para fomentar ações de estruturação nas defesas sanitárias de alguns países, principalmente Venezuela, Bolívia e Equador. Conforme a Agência Estado, o assunto foi tema da reunião nesta terça-feira no Ministério da Agricultura, em Brasília, da qual participaram o ministro Reinhold Stephanes, representes do governo, do setor privado e do Centro Panamericano de Febre Aftosa (Panaftosa).
De acordo com o secretário interino de Defesa Sanitária, Odilson Silva, a previsão de que a febre aftosa possa ser controlada no continente foi feita pelo diretor do Panaftosa, Albino Belotto. De acordo com Silva, a Venezuela, com o registro de 36 casos da doença no ano passado, é a maior ameaça à sanidade do continente.
– Foi pedido ao ministro que ajude na estruturação da defesa local, já que só mandar vacina não tem adiantado. É preciso ainda um maior controle na fronteira entre os dois países, pois muitos caminhões que voltam da Venezuela para o Brasil sem cargas podem trazer a doença – explicou o secretário.
Ainda segundo Silva, Stephanes se comprometeu a ajudar o país vizinho e ainda a avaliar os pedidos feitos para melhoria nas estruturas de laboratórios para a produção de vacinas e de análises das doenças no Brasil. Os últimos focos de febre aftosa no Brasil surgiram em outubro de 2005, no Mato Grosso do Sul e no Paraná.
Fonte: Canal Rural