Números oficiais só devem ser divulgados daqui a duas semanas.
Terminou ontem em 15 estados brasileiros e no Distrito Federal a primeira etapa da campanha de vacinação contra febre aftosa. Os números oficiais só devem ser divulgados daqui a duas semanas. Mas no Mato Grosso do Sul, o trabalho das equipes de defesa sanitária continua. É que o prazo é diferenciado para imunizar os rebanhos bovino e bubalino em regiões onde foram registrados casos da doença em 2005.
Pelo menos 126 milhões de animais receberam a vacina contra a febre aftosa, segundo estimativa do Ministério da Agricultura. De acordo com o calendário do Programa Nacional de Erradicação da doença, a primeira etapa terminou ontem no Paraná, São Paulo, oeste de Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Distrito Federal, Sergipe, Piauí, Maranhão, Pará, Amapá, Rondônia, Amazonas, Acre, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. As regras são estabelecidas pelos estados e a segunda etapa começa em novembro.
No Rio Grande do Sul, a segunda etapa vai de 1º a 30 de junho. Pelo cronograma em setembro vão ser imunizados os rebanhos do Rio de Janeiro, Espírito Santo, leste de Minas Gerais, Bahia e a ilha de Marajó, no Pará. Em outubro a vacinação acontece em Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Roraima. O pecuarista Alberto Straliotto mora no planalto do Mato Grosso do Sul, região que concentra 80% do rebanho do estado. Dono de 3300 bovinos, ele é um dos pecuaristas que preferiu imunizar o gado antes do término do prazo.
No pantanal, os criadores têm até o próximo dia 15 para proteger o gado. Lá o prazo é maior por causa das cheias.
Já nos municípios de Eldorado, Mundo Novo e Japorã, onde foram registrados focos de febre aftosa em 2005, a vacinação deve começar na próxima segunda-feira. Na região onde existem aproximadamente 120 mil bovinos, a imunização será feita pelos técnicos da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal. Para garantir a imunização de todo este rebanho, a Iagro doará as doses de vacina.
A estimativa é imunizar 100% do rebanho existente no estado, estimado em 24,7 milhões de animais. A medida é mais uma das ações para que o Mato Grosso do Sul recupere neste ano o status de área livre de febre aftosa com vacinação.
Outra medida nos municípios onde foram registrados os focos, é identificar todos os animais com brincos e dar continuidade à segunda etapa do abate sanitário dos bovinos. Também será feita a coleta de material para fazer o inquérito sorológico, que vai avaliar a circulação viral de febre aftosa na região.
Por: Luiz Patroni
Fonte: Canal Rural/Campo Grande