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Governo e Política : Cana-de-Açúcar começa a tomar conta de Assentamentos de Reforma Agrária do Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba
Enviado por Délcio César Cordeiro Rocha em 20/11/2007 8:47:18 (515 leituras) Notícias do mesmo autor

Da instalação do assentamento à sua implantação, o INCRA prevê 18 meses de duração. Neste período, os assentados recebem créditos referentes à alimentação, fomento agropecuário e habitação.

Para que um assentamento de reforma agrária obtenha sucesso é necessário o combate a venda de ilusão, ou seja, sindicatos e entidades ligadas a movimentos sociais devem orientar as pessoas de que a luta pela terra é árdua e constante, e não usá-las como futuros empreendedores e empresários.
São altos os índices de evasão dos assentamentos. O assentado vende ou arrenda o lote para o cultivo da cana-de-açúcar, mas continua lá como ‘caseiro’. É um fato preocupante que acontece com naturalidade nos assentamentos do Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, sendo que uma das justificativas tanto dos assentados quanto das Usinas Sucroalcooleiras que arrendam as terras, é o aumento da geração de renda.
A agricultura familiar possui um grande espaço de contribuição à geração de emprego e renda, o que expressa a necessidade de uma nova realidade fundiária para o Brasil, concentrada no fortalecimento da agricultura familiar e recuperação dos assentamentos da reforma agrária. Essa não é uma visão inócua. Está calcada tanto na expressão social, como no desempenho econômico da pequena propriedade.
A agricultura familiar responde hoje por 38% do valor bruto da produção agropecuária do Brasil, 84% dos estabelecimentos rurais e por 77% da mão-de-obra do campo. Produz 84% da mandioca, 67% do feijão, 58% dos suínos, 54% da bovinocultura de leite, 49% do milho, 46% do trigo, 40% de aves e ovos e 31% do arroz que chegam à mesa dos brasileiros. Cerca de 80% dos municípios do País são essencialmente rurais, abrangendo 50 milhões de pessoas.
É importante ressaltar que é necessário uma outra forma de geração de renda, utilizando práticas conservacionistas, respeitando o Meio Ambiente e produzindo de forma sustentável, garantindo assim os recursos naturais para as gerações futuras.

Por: Wellington Carlos Oliveira Leal é engenheiro Agrônomo, mestrando em Agronomia pela Universidade Federal de Uberlândia e Engenheiro Agrônomo da Animação Pastoral e Social no Meio Rural -Uberlândia-MG.
Fonte: Criareplantar

 
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