A Agência Nacional de Vigilância Sanitária decidiu na sexta-feira, dia 9, interditar mais 19 lotes de leite longa vida integral produzidos em Minas Gerais, São Paulo e Goiás. A decisão, baseada nos mesmos exames, já havia sido tomada na quinta-feira, dia 8, pela vigilância sanitária de Minas Gerais.
Segundo o órgão, a análise detectou "não conformidades" nos produtos, como alto teor de sódio e presença de sacarose, substância que, pela legislação brasileira, não pode ser adicionada ao leite. Os lotes interditados são das marcas Centenário, Parmalat e Calu. As empresas têm 10 dias para apresentar contraprova. Se as irregularidades forem comprovadas, elas poderão receber multa de até R$ 1,5 milhão.
As 19 amostras dos lotes interditados foram coletadas em Uberaba (494 km de Belo Horizonte), por determinação do Ministério Público Federal, em 24 de outubro. O material foi analisado pela Fundação Ezequiel Dias, laboratório estatal. Havia problemas em todas. O subsecretário de Vigilância em Saúde de Minas, Luís Felipe Caram, disse que ainda não é possível determinar eventuais riscos que o consumo possa causar.
O presidente do conselho de administração da Parmalat, Marcus Elias, argumentou que os testes da Vigilância Sanitária de Minas não são determinantes para avaliar a qualidade do leite nem são exigidos pelo Ministério da Agricultura. Em nota, a Calu informou que dispõe de análise de dois laboratórios credenciados pelo ministério atestando a qualidade do leite nos produtos interditados. Os representantes da Centenário não se manifestaram.
Fonte: Canal Rural